Dá vontade de escrever. Mas dá muita preguiça

21 de junho de 2013 Deixe um comentário

Dá vontade de escrever. Mas dá muita preguiça também. E tristeza. E desistência. 
O único sentimento que não muda é o de estranheza. Desde o princípio. É esquisito demais ver muita gente que nunca apoiou causa alguma estar indo pras ruas, com a explicação de “chega, cansei, abaixo a corrupção”. Pessoas conhecidas, amigos, parentes, que sempre repreenderam com muita convicção à qualquer manifestação de qualquer cunho, ainda aquelas que tem sim, a ver com toda a população. Lembro claramente de uma ex-colega (porque depois disso perdeu-se o respeito), reclamar, de dentro do seu carro com arcondicionado, tuitando através do seu 3g no seu Iphone, que estava indignada por estar parada no trânsito em frente a ALES, em 2011. O protesto era contra o aumento abusivo do salário dos deputados. Ela alegava que o seu direito de ir e vir – quem ainda aguenta essa expressão, senhor? – estava sendo prejudicado, que ela, como trabalhadora, estava sendo prejudicada por um bando de baderneiros que não tinham o que fazer. Ela, claro, era quem tinha. Lembro de muitas pessoas que, em 2011, nos protestos contra o aumento da passagem (que pra quem não acompanha tem 8 anos de luta ao menos, aqui no estado), alegavam também ser feito por um bando de estudantes que não tinham o que fazer, atrapalhando a vida do cidadão de bem. Lembro também das manifestações contra as Cotas universitárias, cheias de gente contra, dizendo que “não é assim que se faz educação, tem que investir na base”. Bem do tipo “eu quero entrar agora na universidade, paciência se você não teve como estudar”.

Agora, veja bem… Por que essas pessoas “acordaram”? Acho um insulto àquelas pessoas que estão em lutas sociais há anos, que nunca dormiram no ponto, que tem engajamento, que participam, que põe a cara na luta sem estarem atrás de máscaras ou envoltas por bandeira do Brasil cantando o hino nacional. Acho uma ingenuidade e uma ignorância colocar que o movimento é apartidário e que não é bem vinda a presença dos partidos esquerdistas, sendo que pra qualquer pessoa que sabe da história, SABE que os movimentos de democracia neste país são construídos pelos partidos de esquerda e continuam sendo apoiados por eles. Uma classe média que não quer ver o pobre crescer. “Uns preferem morrer a ver o preto crescer”. Uma classe média que outro dia estava condenando e agora vai às ruas. Não é só pelo coxinismo total e absoluto: é preciso coerência para dar consistência. Pessoas apontam para a violência que acontece nas manifestações e dizem que isso é minoria. Vi placas no protesto em Vitória que apontavam “a favor da pena de morte”, “direita já”. Isso não está afinado com as pautas dos protestos, isso não representa a força que fez nascer este movimento. Acredito que a maioria das defesas ali professadas NÃO interessam ao pessoal que “acordou com o gigante”. Legalização do aborto, reforma agrária e urbana, passe livre, contra o ato médico, contra a patologização da homofobia, cotas universitárias e por aí vai. Não acredito que esses e outros pontos seriam aprovados pela população, que clama pelo fim da corrupção, desde que possam continuar a dar seu jeitinho para ter seus direitos individuais colocados. O olho precisa subir do umbigo pra cabeça. É triste ler ataques aos governantes de maneira muito preconceituosas, que vão contra, inclusive, à coisas tão difíceis de serem conquistadas, como questionar a sexualidade da presidenta, colocando como um xingamento. Triste, feio, enfraquecedor.

Ainda acho e concordo com alguns companheiros que uma das maiores revoluções é feita nas eleições. Se não está satisfeito com os candidatos, candidate-se ou apoie alguém que você acredita. Dizer que o país está afundando a dez anos pelo governo do PT e dizer que a democracia está acabando é fechar os olhos e ir na valsa. Olhe mais de perto. Nem só de hospitais com fila e escolas depredadas vive nosso sistema público. Nem só de crackeiros que nos roubam vive a cidade. Existem conselhos municipais de educação e de saúde, participe, se engaje, converse. Ir pras ruas de camiseta branca e cara pintada não salva nenhuma democracia, acredite. Não é só isso, mas por ora, já deu.

um texto jornalístico bacana (quem diria, em tempos de podridão jornalística…)
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/com-partido-nao-da-pra-eleger-presidente-por-enquete-do-facebook-298.html

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Scarlett Johanson é linda.

13 de abril de 2011 4 comentários

Disso, todos já sabemos. Mas eis que acordo, ligo o computador, vou ver a timeline do tuíter. De costume, abro os blogs que acompanho e vou lendo aos poucos os posts do dia. Surpresa! Um post entitulado “Pânceps” veinculado com a imagem de Scarlett Johansson fazendo um jogging matinal, acompanhada de Sean Penn.

Até aí, tudo bem, tudo bom. Qual não foi minha surpresa maior ao ler o post. O então muito bacana site do Petiscos, que estava semana passada falando de uma campanha anti-photoshopismo exacerbado em revistas e campanhas publicitárias, destrói todo o seu argumento ao dizer que a atriz, famosa por suas curvas e sensualidade  “aparece assim, um tanto quanto rechonchuda“. RECHONCHUDA. Cheguei a fazer imagem mental, da redatora ao escrever a palavra. Boca cheia, articulando bem a boca ao falar: re-chon-chu-da. Porque claro, ninguém que são seja esquelética ou super malhada é o que? Reconchuda. Ou gorda. Ou obesa. Ou gordinha. Ou com quilinhos a mais. Whatever. Não é mais bonita. Ou não é mais tão bonita como era. Logo, “Scar vai ter que correr muito atrás do prejuízo pra perder todo esse excesso de gostosura, viu…”

O que é ruim, sempre pode piorar. Não somente a opinião de uma redatora ser publicada de uma maneira tão tão preconceituosa e baseada em formas, ideais e modelos, chego nas leitoras. Porque quem não lê os comentários, está perdendo o melhor de tudo. O efeito é que é a bomba. Alguém dizer alguma coisa não é necessariamente ruim. Esquecemos portanto de que o que dizemos é encrustado de responsabilidade e que ressoará, de maneiras diversas e fora do nosso controle, na vida das pessoas.

Há tempos me questiono sobre essa liberdade de expressão na internet. E em como esses espaços de troca tão rápida, ao mesmo passo que são extremamente bacanas, como por exemplo aqui, que posso dialogar e dizer o que senti para você, também pode ser um ambiente hostil, afirmador de verdades e preconceitos. Que serão excluidores e taxadores. Entiquetamento de vidas. Cerceamento de liberdade. Criação de mentes que não criam, copiam, reproduzem. Pessoas que não aprendem a pensar por si só, não tem autonomia, não tem liberdade de ação. Substituímos nossos ídolos, deuses, família por ideais e modelos de “perfeição” inatingíveis e extremamente preconizadores de exclusão das diferenças. Há um hall do que é bacana e do que não é. Num momento determinado, se está “in” e no outro, você pode estar completamente “out”.

Quem é que determina isso? Por favor, não virei com o papo do “sistema”, do “capitalismo”, da “sociedade”, da “cultura ocidental”. Não sem primeiramente lembrar que isso tudo vem junto com mais um bocado de coisa. E mais: estamos completamente implicados e imbricados neste sistema, nesta máquina, neste funcionamento. Não é um julgamento de bom ou ruim. De bem ou mal. É simplesmente pensar que somos nós sim, que afirmamos no nosso dia a dia, com pequenas coisas, inocentes como este post, o que pensamos da nossa relação com o mundo e com as pessoas.

Nada do que fazemos é descolado daquilo que pensamos e somos. Nada do que fazemos não diz respeito à minha visão de mundo e daquilo que elejo como importante ou não importante. Minha preocupação maior é ver que, muita gente está deixando sua vida passar e elegendo “pessoas” e coisas para dizerem sobre suas vidas. Alguém que fala por mim e não PARA mim. Alguém que fala coisas e eu não reflito, não penso. Afinal, essa pessoa é tão bacana, é referência, é respeitada, é especialista, é “IT”. Logo, deve saber do que fala mais do que eu, que vivo a minha experiência.

Deixo claro que não sou contra ter referências, gostar de moda, gostar de tendências, gostar de artistas, querer estar arrumada, bonita, etc. Refiro-me a buracos bem mais profundos do que isso. Quando a escolha de uma roupa, esmalte, sapato, etc é regida somente pelo o que eu posso ou não, de acordo com o que alguém disse ou não que é legal e eu não reflito sobre isso e anulo meus desejos, vontades, criatividade nesse processo, estou negando a vida em mim. Sim. Nesta atitude simples. Estou negando que sou um ser em re-criação constante, que pode fazer escolhas, que pode se sentir belo, que pode estar confiante, que pode dizer sobre si mesmo.

Ao ler vários comentários do tal post, fiquei bem embasbacada. Nada do que eu não esperaria. Após um post de uns 2 anos atrás em outro blog de moda super famoso (creio que foi no garotas estúpidas), sobre um tal batom da onda – que ninguém usa mais, by the way – que não poderia ser usado por pessoas as quais não fossem it. Afinal de contas, aquele batom estava embrenhado de um tal “conceito” sabe-se lá qual e não era para qualquer uma. Toda essa polêmica foi levantada porque a até então, namorada do cantor Latino, aparecia em várias fotos (ego, contigo, e todos esses tablóides inúteis das celebs) com o famigerado batom. Na época, refleti: mas afinal de contas, o tal batom não tem um preço? A moça não pode comprar e usar? Não é assim que o tal mercado funciona? Faz-se propaganda, entra na moda, celebridades estrangeiras usam, coloca-se na novela das 21h, caiu no gosto, caiu em testes de blogueiras, pronto. Todo mundo quer. Vira o “IT” objeto.

Mas não, não pode. Claro que não gente! Tem o critério. URRUM, o critério. Para ser “IT” não pode ser qualquer uma. Como MIRELA SANTOS (a tal namorada do Latino da época) se atrevia a usar um batom de classe (oi?) como o snob da MAC? Pode? Não pode! Os mil porquês são enumerados nos vários comentários do tal post. Tenho preguiça de procurar, mas acho que jogando no google dá pra achar. Pelo que me lembre, o post tem mais de 700 comentários. Graças, nem todos a favor. Inclusive, rolou uma discussão muito bacana, até a dona do blog fechar os comentários e dizer que não queria problemas, mas que ainda achava mesmo tudo o que tinha escrito. Como diria minha querida Laura Paste, quer dizer…

Disse isso tudo e poderia dizer mais. Ainda nem falei sobre a tal barriga e pernas de celulite da Scarlett. Mas é porque eu realmente não enxerguei isso nas fotos. Confesso que reparei mais no cabelo grisalho do Sean Penn (risos).

Mas olha, eu não me calei diante disso no Petiscos não. Deixei um comentário no blog e lancei uma campanha tímida no tuíter. O link para ser retuítado é:

“Campanha: por um mundo de mulheres reais. Sou contra posts como esse. @petiscos, te adoro mas foi DEMAIS pra aguentar http://migre.me/4f1M4”

O comentário no blog foi esse:

Paula Rangel comentou em 13 de abril de 2011 – 20:25

Post lamentável. Após tanta campanha “contra” o photoshopismo de fotos de celebs, pela natureza da beleza, respeito as formas humanas e etc, encontramos aqui esse exemplo contrário e contraditório do discurso do Petiscos.
O mais triste é ver um monte de menina “indo na onda”, completamente sem refletir nem um pouco, sobre o que de fato estamos afirmando aqui.
Triste, complicado, preconceituoso. Habitando o país rico e lindo de diversidades como o nosso, temos tomado esses padrões, engessamentos e rótulos que rondam esse mundo de idealismos pregado como máximas do que é bonito, do que é feio, do que pode, do que não se pode, de quem existe e quem não deve existir.

Pensarei mais de duas vezes antes de clicar num link daqui de novo. Sei – espero – que nem todas as redatoras e leitoras pensem dessa maneira, mas fiquei realmente chocada.

Meninas, todas somos bonitas. Cada uma a sua maneira, jeito, peculiaridade. E não é só um batom, esmalte, roupitcha que nos deixa assim. Um corpo que anda e não faz sua presença no mundo, é só mais um. De bonecas o mundo tá cheio. Pensem com suas cabeças, não só para escolher o “look do dia” ou o esmalte da semana.

E Sca Jo, você continua linda. Pernão que orgulha. Keep rocking, girl.”

Um beijo, um queijo. E continuem celulitosas e gatas. Gatinhos e gatinhas nos lerão em Braille. Te cuida, Scá!

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Receitinha da preguiça.

26 de abril de 2010 1 comentário

Quando eu chego em casa tarde pra almoçar, não consigo muito requentar o que está na geladeira. De uma forma ou outra, eu tenho implicância com microondas, acho que não esquenta direito, sabe? O bom é gostinho de comida nova! Só que… Até você preparar um prato com toda aquela fome acumulada, dá um baita mal humor. O que eu fiz? Comi umas folhinhas de rúcula e alface pra dar uma enganada e parti então para a busca de ingredientes pro meu molho do miojo –  pasta mais rápida de se fazer.

Miochic

Ingredientes

Molho:

  • 4 colheres de sopa de cebola picada
  • azeite
  • 7 champignon pequenos cortadinhos ao meio
  • 2 colheres de sopa de tomate seco cortadinho
  • 1 colher de sopa de requeijão
  • 1/2 xícara de creme de leite
  • 3 colheres de sopa de vinho tinto seco

Modifazê -> Refogue a cebola numa frigideira com o azeite. Quando ela já estiver dourada, adicione o champignon e o tomate seco. Mexa um pouco e adicione o requeijão. Mexa até ficar um pouco homogêneo. Com isso, adicione o creme de leite e depois o vinho. Misture bem até tudo ficar manchadinho de rosa, fica lindo. 🙂 Quando você ver que está um molho por igual, desligue e misture com o miojo já cozido. Dica: se o fogo ficar muito alto, você acaba queimando a cebola, o que não é bom. Regule a temperatura de acordo com o seu fogão, em geral, temperatura média mais pra alta é o ideal.

Voilà!

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Receitinha, no nosso break!

19 de março de 2010 1 comentário

Então gente, depois de um papo sobre Legalização, vem um lanchinho. 🙂 Vou tentar manter essa proposta, tipo discussão depois um break com comidinha, ainda que virtualmente.

A receita de hoje é fácil fácil de fazer, e é uma das minhas comidinhas prediletas. Vem laaaá da infância, direto do túnel do tempo. Espero que curtam.

O mingauzinho da mamãe – receita para uma pessoa, só ir dobrando de acordo com o número de pessoas que forem comer.

Ingredientes

  • 2 colheres de sopa de cremogema do sabor de sua preferêcia – o meu é baunilha mesmo!
  • 250ml ou duas canecas (caneca e não xícara!) de leite
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • canela em pó a gosto

Modifazê – Junte a cremogema, o leite e o açúcar numa panela e leve ao fogo médio, mexendo o tempo todo, de preferência com um fuê que dá uma consistência mais homogênea. Vá mexendo até que comece a dar um ponto, tipo uma massa de bolo, no ponto um pouquinho ainda mole. Abaixe o fogo e continue mexendo, até ferver. Fervido, sirva o mingau em um prato fundo ou em potinhos. Polvilhe canela por cima, e voilà! Está pronto! Quentinho mesmo ou um pouco mais frio, faz minha alegria no lanchinho do fim da tarde. 🙂

Bon appétit!

Receitinha.

27 de fevereiro de 2010 3 comentários

Inauguro esse blog, que há tempos peguei o domínio, pra colocar uma receitinha. Vou depois elaborar alguma coisa mais legal pra dizer das minhas intenções por aqui. 😉

A receitinha é do meu almoço de ontem, composto por berinjelas ao forno, tilápia assada e legumes cozidos.

A berinja – receita para 2 pessoas

Ingredientes

  • 2 beringelas
  • requeijão
  • 1 tomate maduro
  • queijo ralado (pode ser parmesão ou mussarela ou outro de sua preferência)
  • molho ou polpa de tomate; temperinho verde (cebolinha, salsa, manjericão, etc) ao seu gosto
  • azeite

Modifazê -> Corte duas berinjelas em rodelas. Reserve. Corte o tomate (sem sementes) em cubinhos. Depois, unte uma forma quadrada pequena com o azeite. Faça uma primeira camada com as rodelas de berinjela. Em cima, acrescente uma parte do tomate picadinho, temperinho verde e um pouco do molho de tomate. Faça outra camada, espalhe os tomatinhos e um pouco de requeijão e temperinho.  Intercale assim até acabar as rodelas da berinjela. Por cima, salpique o queijo ralado, um pouqinho de tempero, e voilà! Ao forno por uns 30 minutos, isso com forno quente. Pra saber o ponto se está bom ou não, isso depende de como você gosta da berinjela. Você pode esperar ela ficar mais sequinha e perder bastante água ou ficar mais fofinha mesmo, só dando uma cozidinha de leve. Espete com o garfo e cheque a consistência. 😉

A tilápia – receita para 2 pessoas

Ingredientes

  • 4 filés de filé de tilápia congelados
  • tempero pronto para peixe
  • 1 limão
  • azeite
  • tempero verde fresco ou daqueles de saquinho tipo desitratado (salsa, cebolinha e coentro)

Modifazê -> Então, é muuuuito fácil. Esprema o limão e passe – com a mão mesmo – o suco nos filézinhos. Não ponha muito porque o peixe com muito limão antes de cozinhar pode ficar duro, dicona! Com isso, passe o tempero para peixe neles, lembrando de passar dos dois lados, pra ficar uniforme. Unte uma forma ou uma travessa de vidro com azeite, e disponha os peixes lado a lado. Salpique o temperinho verde por cima. Com o forno pré-quente – eu sempre deixo no máximo pra esquentar mais rápido – ponha pra assar, por uns 25 minutos. Se você gosta do peixe mais torradinho, pode deixar mais, mas cuidado pra não queimar! Prontinho!

Os legumes

Ingredientes e modifazê: Eu ontem fiz cenoura e vagem cozidas pra acompanhar. Eu prefiro cenoura cozida e cortadinha do que crua, aí cortei em rodelinhas, igualmente fiz com a vagem. Cozinhei com pouco sal e servi junto com a berinjela e o peixe.

Nhami nhami!